{"id":203,"date":"2018-07-30T16:55:39","date_gmt":"2018-07-30T15:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/?page_id=203"},"modified":"2026-09-05T18:48:56","modified_gmt":"2026-09-05T17:48:56","slug":"1-3-a-web-2-0-e-a-cultura-da-internet","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/parte1\/capitulo1\/1-3-a-web-2-0-e-a-cultura-da-internet\/","title":{"rendered":"1.3. A Web 2.0 e a Cultura da Internet"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser\u00e1 que o que se passa relativamente a essa tradi\u00e7\u00e3o de abertura de que fala Paul Anderson se estende a outras \u00e1reas? Isto \u00e9, representar\u00e1 a Web2.0 uma verdadeira mudan\u00e7a de paradigma, uma nova era na utiliza\u00e7\u00e3o da web, ou apenas uma evolu\u00e7\u00e3o natural que, com algumas novas pr\u00e1ticas ou tecnologias, n\u00e3o faz mais que prolongar e intensificar o que j\u00e1 existia h\u00e1 muito?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das v\u00e1rias vozes que advogam esta \u00faltima perspectiva, a mais not\u00e1vel n\u00e3o pode deixar de ser a daquele que \u00e9 o inventor da pr\u00f3pria&nbsp;<em>World Wide Web<\/em>, Tim Berners-Lee[1]. Em entrevista a Scott Laningham, para os&nbsp;<em>developerWorks podcasts<\/em>&nbsp;da IBM, diz ele em resposta \u00e0 pergunta sobre se concordava com a perspectiva de que a Web 1.0 tinha a ver com a liga\u00e7\u00e3o entre computadores e com o disponibilizar informa\u00e7\u00e3o, enquanto que a Web 2.0 tem a ver com a liga\u00e7\u00e3o entre as pessoas e o facilitar de novas formas de colabora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>Totally not. Web 1.0 was all about connecting people. It was an interactive space, and I think Web 2.0 is of course a piece of jargon, nobody even knows what it means. If Web 2.0 for you is blogs and wikis, then that is people to people. But that was what the Web was supposed to be all along. And in fact, you know, this &#8216;Web 2.0&#8217;, it means using the standards which have been produced by all these people working on Web 1.0.(Laningham, 2006: Podcast)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E percebe-se melhor, um pouco depois, porque \u00e9 que Berners-Lee rejeita, do seu ponto de vista, esta no\u00e7\u00e3o de ruptura relativamente ao passado da Web. Inventor do WorldWideWeb \u2013 o primeiro browser, criado em 1990 num sistema NeXT (Berners-Lee, 2000), diz ele a prop\u00f3sito desta aplica\u00e7\u00e3o que permitia \u201cver\u201d a Web:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>And the original World Wide Web browser, of course, was also an editor (\u2026) We&#8217;d had WYSIWYG editors for a long time. So my function was that everybody would be able to edit in this space, or different people would have access rights to different spaces. But I really wanted it to be a collaborative authoring tool. And for some reason, it didn&#8217;t really take off that way (\u2026) But I&#8217;ve always felt frustrated that most people don&#8217;t &#8230; didn&#8217;t have write access.&nbsp;<\/em>(Laningham, 2006: Podcast)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Berners-Lee, o sucesso de wikis e blogues, decorrente do entusiasmo com que os utilizadores os adoptaram, apenas reflecte a necessidade das pessoas de serem criativas e de participarem no di\u00e1logo global (op. cit.). A possibilidade de editar o espa\u00e7o que se visualiza, uma ferramenta colaborativa de autoria, a necessidade de criatividade das pessoas, a possibilidade de registar o que pensam, de corrigir o que v\u00eam que est\u00e1 mal, parecem, de facto, no\u00e7\u00f5es que configuram uma&nbsp;<em>Read\/Write<\/em>&nbsp;<em>Web<\/em>, uma outra designa\u00e7\u00e3o para a Web 2.0. Note-se como, apesar de ser algu\u00e9m profundamente envolvido na cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos suportes tecnol\u00f3gicos que sustentam a Web, o discurso de Berners-Lee se centra na interac\u00e7\u00e3o e na comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas, na colabora\u00e7\u00e3o, na criatividade e na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, n\u00e3o no aparato tecnol\u00f3gico que lhe subjaz. Ainda nas suas palavras:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>I have always imagined the information space as something to which everyone has immediate and intuitive access, and not just to browse, but to create.<\/em>(citado por Paul Anderson, 2007: 14)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua vez, e se prolongarmos um pouco mais esta viagem em direc\u00e7\u00e3o ao passado, muitos destes conceitos associados \u00e0 Web que temos vindo a referir \u2013 liberdade, partilha, colabora\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o c\u00edvica, altera\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de poder, etc. \u2013 podem encontrar-se na pr\u00f3pria g\u00e9nese e desenvolvimento da Internet. Ou, dito de outro modo: o chassis tecnol\u00f3gico que suportou o desenvolvimento das Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o parece ter sido sempre recoberto por um conjunto de valores e pr\u00e1ticas que, \u00e0 falta de melhor termo, poder\u00edamos designar como&nbsp;<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cyberculture\">\u201ccibercultura\u201d<\/a>, de que a Web 2.0 seria, apenas, a inst\u00e2ncia mais recente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cap\u00edtulo dois de&nbsp;<em>La Galaxia Internet<\/em>, intitulado&nbsp;<em>La Cultura de Internet<\/em>, Castells (2001: 51) afirma:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>Los sistemas tecnol\u00f3gicos se producen socialmente y la producci\u00f3n social viene determinada por la cultura. Internet no constituye una excepci\u00f3n a esta regla. La cultura de los productores de Internet dio forma a este m\u00e9dio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta afirma\u00e7\u00e3o de Castells, que este usa como ponto de partida para dizer, mais \u00e0 frente, que \u201cLa cultura de Internet es la cultura de los creadores de Internet\u201d (op. cit.: 51), \u00e9 da maior import\u00e2ncia, porque p\u00f5e em causa a perspectiva mais ou menos disseminada entre muitas das vozes que reflectem sobre o impacto e o papel das (novas) tecnologias na sociedade e nos indiv\u00edduos. De facto, ao contr\u00e1rio da cren\u00e7a de que s\u00e3o os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que v\u00e3o moldando a sociedade e as formas de viver e comunicar, podemos, a partir desta ideia, perspectivar o processo de um outro \u00e2ngulo: s\u00e3o as din\u00e2micas culturais e os processos de transforma\u00e7\u00e3o social que favorecem ou potenciam o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, condicionando-o ou moldando-o como resposta a necessidades n\u00e3o preenchidas e que, atrav\u00e9s dele, encontram formas operacionais de se exprimir e realizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este deslocamento do olhar sobre as tecnologias como o motor das transforma\u00e7\u00f5es para os processos culturais e sociais que est\u00e3o na base do desenvolvimento tecnol\u00f3gico ajuda desde logo a explicar, por exemplo, a hist\u00f3ria (j\u00e1 relativamente longa) do insucesso da introdu\u00e7\u00e3o dos computadores nas escolas, ou os enganos e mal-entendidos em que se t\u00eam arrastado boa parte das experi\u00eancias na \u00e1rea do ensino online ou do e-learning.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem as convuls\u00f5es registadas nos anos 60 nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, que passaram muito pela desvincula\u00e7\u00e3o de uma elite universit\u00e1ria face a um modelo de sociedade em que n\u00e3o se reviam e que queriam mudar profundamente, jamais ter\u00edamos tido a Internet como a conhecemos hoje (a Universidade de Berkeley, por exemplo, centro do&nbsp;<em>Free Speech Movement<\/em>&nbsp;e da contesta\u00e7\u00e3o aos poderes institu\u00eddos nos anos 60, emerge na d\u00e9cada seguinte como um dos principais p\u00f3los de desenvolvimento tecnol\u00f3gico que est\u00e1 na base da Internet). A expans\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o do conceito de liberdade individual, a descoberta do conhecimento enquanto valor econ\u00f3mico primordial, a resist\u00eancia \u00e0 autoridade e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o \u201cvertical\u201d, privilegiando-se uma organiza\u00e7\u00e3o \u201chorizontal\u201d de partilha, coopera\u00e7\u00e3o e co-responsabilidade s\u00e3o alguns dos aspectos que resultaram desse processo e que se encontram embebidos na pr\u00f3pria natureza da Internet. Conceitos em voga nos anos 70 e 80, quando a Internet dava os primeiros passos e se desenvolvia, como \u201csmall is beautiful\u201d, \u201cthink globally, act locally\u201d ou a \u201cgrassroots economy\u201d centravam-se precisamente na ideia de redes de partilha (de poder, de compet\u00eancias e de conhecimentos), coopera\u00e7\u00e3o e entreajuda, que constitui um dos pilares do&nbsp;<em>open source<\/em>&nbsp;e do software livre. Muitos destes aspectos est\u00e3o presentes em tr\u00eas dos quatro estratos culturais que, segundo Castells (2001), produziram e moldaram a Internet:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1) a cultura tecnomeritocr\u00e1tica<\/strong>, que promove o desenvolvimento tecnol\u00f3gico segundo um modelo acad\u00e9mico &#8211; investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica partilhada, reputa\u00e7\u00e3o e reconhecimento obtidos mediante a qualidade e a operacionalidade do trabalho produzido, a avalia\u00e7\u00e3o pelos pares e a publicita\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o realizada e do conhecimento constru\u00eddo;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2) a&nbsp;<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hacker_(programmer_subculture)\">cultura hacker<\/a><\/strong>, constitu\u00edda por&nbsp;<em>wiz kids<\/em>&nbsp;que privilegiam sobretudo a liberdade, a coopera\u00e7\u00e3o, a reciprocidade e a informalidade, livres de constrangimentos institucionais e\/ou corporativos e que encontram na rede e na virtualidade o seu habitat natural;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3) as comunidades online<\/strong>, que deram conte\u00fado e express\u00e3o social ao uso da tecnologia, trazendo para a rede a vida social e usando-a para expandir as formas de interac\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e entreajuda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ironicamente, a Internet como meio privilegiado de comunica\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que conhecemos hoje, massificada e largamente disseminada, n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem um quarto estrato cultural: o dos empres\u00e1rios capitalistas. Largamente alheios aos altos e nobres princ\u00edpios e valores dos restantes estratos, interessados apenas em fazer dinheiro, o mais poss\u00edvel, foram no entanto eles que emprestaram (e continuam a emprestar) ao conhecimento dispon\u00edvel o investimento necess\u00e1rio para a sua concretiza\u00e7\u00e3o a larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o espa\u00e7o privilegiado onde se desenvolve a cultura digital \u00e9 ainda um contexto muito heterog\u00e9neo, em que novas formas muito eficientes de comunicar e de armazenar, processar e distribuir informa\u00e7\u00e3o coexistem com formas muito an\u00e1rquicas e de baixo valor informativo e comunicativo. Por outro lado, a diversidade de pr\u00e1ticas e experi\u00eancias que resultam de uma grande variedade de subculturas e redes de interesses fazem da cibercultura um conceito complexo e multifacetado. Mas nesta linha que tra\u00e7\u00e1mos a partir de Berners-Lee e de Castells, parece indubit\u00e1vel que muitos dos elementos constitutivos da natureza da Internet e da Web, incluindo um certo car\u00e1cter de contra-cultura e de contra-poder(es), um espa\u00e7o de liberdade e de criatividade, descentralizado e \u201cdeslocalizado\u201d, se encontram presentes em muitas das caracteriza\u00e7\u00f5es da Web 2.0. Desse ponto de vista, a obra&nbsp;<em>The Cluetrain Manifesto: The End of Business as Usual<\/em>, publicada em 1999 por Chris Locke, Rick Levine, Doc Searls e David Weinberger, parece-nos ilustrar claramente essa rela\u00e7\u00e3o de continuidade. Veja-se tamb\u00e9m, apenas a t\u00edtulo de exemplo, a refer\u00eancia que Slevin faz \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u201cesfera p\u00fablica\u201d de&nbsp;<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/J%C3%BCrgen_Habermas\">Habermas<\/a>, definida como<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>a forum, constituted by a community of individuals, coming together as equals, capable of producing and reproducing a public opinion through critical discussion, argument and reasoned debate. (citado por Slevin, 2000: 76)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o sendo s\u00f3 isto, a cibercultura pode ser tamb\u00e9m isto, expresso na imensid\u00e3o de blogues e&nbsp;<em>user-powered sites<\/em>[2]&nbsp;orientados para a disseca\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o p\u00fablicas dos mais variados temas, incluindo a questiona\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o veiculada nos m\u00e9dia dominantes, como a televis\u00e3o, a r\u00e1dio ou os jornais, ou as outras formas j\u00e1 referidas atrav\u00e9s das quais milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo se envolvem em verdadeiras redes de produ\u00e7\u00e3o e de partilha de informa\u00e7\u00e3o e de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, dir\u00edamos que a cibercultura parece construir-se na conflu\u00eancia das caracter\u00edsticas j\u00e1 referidas relativas \u00e0 g\u00e9nese e desenvolvimento da Internet e da Web, permanecendo ainda central naquilo que se designa comummente como Web 2.0. \u00c9 no pr\u00f3prio Tim O\u2019Reilly que podemos encontrar um fundamento s\u00f3lido para este continuum que tent\u00e1mos aqui tra\u00e7ar. Numa das v\u00e1rias tentativas posteriores para clarificar o conceito de Web 2.0, define assim uma das regras essenciais para o sucesso nessa nova plataforma:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>Build applications that harness network effects to get better the more people use them.<\/em>(O\u2019Reilly, 10-12-2006)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, em jeito de coment\u00e1rio a este princ\u00edpio que havia anteriormente formulado como \u201charnessing collective intelligence\u201d, acrescenta, quase como num aparte:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><em>(Eric Schmidt has an even briefer formulation of this rule: &#8220;Don&#8217;t fight the internet.&#8221; (\u2026) Think deeply about the way the internet works, and build systems and applications that use it more richly, freed from the constraints of PC-era thinking, and you&#8217;re well on your way. Ironically, Tim Berners-Lee&#8217;s original Web 1.0 is one of the most &#8220;Web 2.0&#8221; systems out there &#8212; it completely harnesses the power of user contribution, collective intelligence, and network effects).<\/em>(op. cit.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resta saber se, tal como a \u201cesfera p\u00fablica\u201d de Habermas, a cibercultura vai acabar por ser dominada pelos interesses comerciais e pela interven\u00e7\u00e3o dos governos, sempre \u00e1vidos de controlar o(s) discurso(s) p\u00fablico(s) ou se, pelo contr\u00e1rio, vai conseguir preservar as caracter\u00edsticas que herdou dos processos sociais e das din\u00e2micas culturais que lhe deram origem. H\u00e1, sem d\u00favida, perigos emergentes, desde logo os que resultam do excesso de informa\u00e7\u00e3o e das estrat\u00e9gias das grandes corpora\u00e7\u00f5es, como notam Geert Lovink (05-09-2008), em&nbsp;<em>The society of the query and the Googlization of our lives<\/em>&nbsp;(<em>Stop searching, start questioning<\/em>, \u00e9 o mote deste artigo), ou Nicholas Carr, que no seu artigo de 2008, intitulado&nbsp;<em>Is Google Making Us Stupid?<\/em>, fala da forma como, na sua perspectiva, a nossa percep\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, nomeadamente no que se refere \u00e0 leitura, est\u00e1 a ser \u201cformatada\u201d para uma abordagem mais superficial, de tempos de aten\u00e7\u00e3o muito menores, tornando-nos de novo consumidores menos cr\u00edticos e mais facilmente manipul\u00e1veis pelos interesses comerciais que s\u00e3o a outra face (a melhor ou a pior, dependendo da perspectiva) da nossa experi\u00eancia da Web como espa\u00e7o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Notas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[1] Investigador no CERN, respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o da linguagem HTML e do protocolo HTTP, actualmente com um papel muito activo no desenvolvimento da chamada \u201cweb sem\u00e2ntica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[2] Sites cujos conte\u00fados s\u00e3o da responsabilidade de grandes grupos de utilizadores. Alguns exemplos mais conhecidos s\u00e3o o Digg, o Delicious, o Slashdot ou o Youtube.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson, Paul (2007). What is Web 2.0: Ideas, technologies and implications for education.&nbsp;<em>JISC Technology and Standards Watch<\/em>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a title=\"http:\/\/www.jisc.ac.uk\/media\/documents\/techwatch\/tsw0701b.pdf\" href=\"http:\/\/www.jisc.ac.uk\/media\/documents\/techwatch\/tsw0701b.pdf\">http:\/\/www.jisc.ac.uk\/media\/documents\/techwatch\/tsw0701b.pdf<\/a>[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/21stcenturywalton.pbworks.com\/f\/What+is+Web+2.0.pdf\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 12-12-2025<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Berners-Lee, Tim (21-11-2007). Giant Global Graph.&nbsp;<em>Decentralized Information Group (DIG): timbl&#8217;s blog<\/em>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a title=\"http:\/\/dig.csail.mit.edu\/breadcrumbs\/node\/215\" href=\"http:\/\/dig.csail.mit.edu\/breadcrumbs\/node\/215\">http:\/\/dig.csail.mit.edu\/breadcrumbs\/node\/215<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20071230031756\/http:\/\/dig.csail.mit.edu\/breadcrumbs\/node\/215\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 12-12-2025<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Berners-Lee, Tim (2000).&nbsp;<em>Tejiendo la Red<\/em>. Madrid: Siglo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carr, Nicholas (2008). Is Google Making Us Stupid?&nbsp;<em>The Atlantic<\/em>, Julho\/Agosto. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a title=\"http:\/\/www.theatlantic.com\/doc\/200807\/google\" href=\"http:\/\/www.theatlantic.com\/doc\/200807\/google\">http:\/\/www.theatlantic.com\/doc\/200807\/google<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Castells, Manuel (2001).&nbsp;<em>La Galaxia Internet<\/em>. Barcelona: Aret\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laningham, Scott (Ed.) (2006). Tim Berners-Lee. Podcast.&nbsp;<em>developerWorks Interviews<\/em>, 22 de Agosto, site da IBM. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a title=\"http:\/\/www.ibm.com\/developerworks\/podcast\/dwi\/cm-int082206txt.html\" href=\"http:\/\/www.ibm.com\/developerworks\/podcast\/dwi\/cm-int082206txt.html\">http:\/\/www.ibm.com\/developerworks\/podcast\/dwi\/cm-int082206txt.html<\/a>[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-content\/uploads\/tim-berners-lee-ibm-interview.mp3\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 12-12-2025<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Locke, Christopher; Levine, Rick; Searls, Doc; Weinberger, David (1999).&nbsp;<em>The Cluetrain Manifesto: The End of Business as Usual<\/em>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a title=\"http:\/\/www.cluetrain.com\/book\/index.html\" href=\"http:\/\/www.cluetrain.com\/book\/index.html\">http:\/\/www.cluetrain.com\/book\/index.html<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lovink, Geert (05-09-2008). The society of the query and the Googlization of our lives.&nbsp;<em>Eurozine<\/em>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eurozine.com\/the-society-of-the-query-and-the-googlization-of-our-lives\/\">https:\/\/www.eurozine.com\/the-society-of-the-query-and-the-googlization-of-our-lives\/<\/a> [acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u2019Reilly, Tim (10-12-2006). Web 2.0 Compact Definition: Trying Again.\u00a0<em>O\u2019Reilly Radar<\/em>. Dispon\u00edvel em\u00a0<a title=\"http:\/\/radar.oreilly.com\/archives\/2006\/12\/web-20-compact.html\" href=\"http:\/\/radar.oreilly.com\/archives\/2006\/12\/web-20-compact.html\">http:\/\/radar.oreilly.com\/archives\/2006\/12\/web-20-compact.html<\/a>\u00a0[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20081218090827\/http:\/\/radar.oreilly.com\/archives\/2006\/12\/web-20-compact.html\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 12-12-2025<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Slevin, James (2000).&nbsp;<em>The Internet and Society<\/em>. Cambridge, UK: Polity Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que o que se passa relativamente a essa tradi\u00e7\u00e3o de abertura de que fala Paul Anderson se estende a outras \u00e1reas? Isto \u00e9, representar\u00e1 a Web2.0 uma verdadeira mudan\u00e7a de paradigma, uma nova era na utiliza\u00e7\u00e3o da web, ou apenas uma evolu\u00e7\u00e3o natural que, com algumas novas pr\u00e1ticas ou tecnologias, n\u00e3o faz mais que &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/parte1\/capitulo1\/1-3-a-web-2-0-e-a-cultura-da-internet\/\">Continue reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":181,"menu_order":3,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-203","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/Pa84sl-3h","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/203\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1096,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/203\/revisions\/1096"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}