{"id":440,"date":"2018-07-31T16:34:42","date_gmt":"2018-07-31T15:34:42","guid":{"rendered":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/?page_id=440"},"modified":"2026-09-05T19:06:08","modified_gmt":"2026-09-05T18:06:08","slug":"4-1-o-software-social-e-a-aprendizagem-na-rede","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/parte2\/capitulo4\/4-1-o-software-social-e-a-aprendizagem-na-rede\/","title":{"rendered":"4.1. O Software Social e a Aprendizagem na Rede"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tentando compreender de que modo estas novas formas de colabora\u00e7\u00e3o emergentes podem ser aproveitadas e desenvolvidas, Martin Owen e outros investigadores do FutureLab (06-2006) publicaram, na nova s\u00e9rie&nbsp;<i>Open Education<\/i>, um artigo extenso sobre a inter-rela\u00e7\u00e3o entre duas tend\u00eancias fundamentais que, a seu ver, est\u00e3o a dominar a \u00e1rea das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o. Por um lado, no campo da educa\u00e7\u00e3o, a \u00eanfase crescente para ir al\u00e9m da mera aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento e de informa\u00e7\u00e3o e almejar o desenvolvimento dos recursos e compet\u00eancias necess\u00e1rios para aprendermos ao longo da vida. Por outro, no campo da tecnologia, a prolifera\u00e7\u00e3o de tecnologias que permitem criar recursos e comunidades em que os indiv\u00edduos se juntam para aprender, colaborar e construir conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00eaem os autores, na intersec\u00e7\u00e3o destas duas tend\u00eancias, uma poss\u00edvel migra\u00e7\u00e3o entre o e-learning e aquilo que designam como c-learning. Designe-se esta nova realidade como aprendizagem em comunidade (<i>community learning<\/i>), aprendizagem comunicativa (<i>communicative learning<\/i>) ou aprendizagem colaborativa (<i>collaborative learning<\/i>), na base da aprendizagem reside um processo social (Owen et al., 06-2006).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na perspectiva de Jay Lemke (2002), citado pelos autores (op. cit.),&nbsp;<i>a<\/i>&nbsp;reengenharia da educa\u00e7\u00e3o passa por analisar as formas como aprendemos \u201cnaturalmente\u201d num cen\u00e1rio contempor\u00e2neo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ler um livro ou navegar na web em busca de informa\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>pedir a um amigo ou a um perito que nos explique algo<\/li>\n\n\n\n<li>experimentar coisas e tentar, a partir disso, tirar conclus\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li>juntar um grupo para encontrar a resposta para algo ou para para concretizar algo<\/li>\n\n\n\n<li>observar como os outros fazem algo e tentar depois faze-lo n\u00f3s pr\u00f3prios<\/li>\n\n\n\n<li>explorar novos territ\u00f3rios, sozinhos ou acompanhados<\/li>\n\n\n\n<li>falar com outras pessoas<\/li>\n\n\n\n<li>escrever, desenhar, produzir diagramas, desenhos, filmes, m\u00fasica, multim\u00e9dia<\/li>\n\n\n\n<li>inventar novas coisas ou ideias por n\u00f3s pr\u00f3prios<\/li>\n\n\n\n<li>comparar ideias e experi\u00eancias diferentes<\/li>\n\n\n\n<li>perguntar porqu\u00ea? como? de que outra forma?<\/li>\n\n\n\n<li>todas estas formas em combina\u00e7\u00f5es v\u00e1rias<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um modo ou outro, todos estes aspectos requerem um envolvimento com outras pessoas, seja atrav\u00e9s do di\u00e1logo, seja atrav\u00e9s da interac\u00e7\u00e3o com as formas como elas transpuseram os seus pensamentos e perspectivas para diversos&nbsp;<i>media<\/i>. Deste ponto de vista, aprender \u00e9 um processo de encontros e experi\u00eancias rico e diversificado pois, como refere Lemke, \u201cit takes a village to educate a child\u201d (Lemke 2002, citado por Owen et al., 06-2006: 11).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ferramentas que suportam e facilitam esta comunica\u00e7\u00e3o e interac\u00e7\u00e3o num contexto social t\u00eam a designa\u00e7\u00e3o de software social (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Social_software\"><i>social software<\/i><\/a>), termo que, segundo Owen et al. (op. cit.), ter\u00e1 sido cunhado em 2002 por Clay Shirky, escritor e professor interessado nas implica\u00e7\u00f5es sociais da tecnologia da Internet, e que designa, na sua defini\u00e7\u00e3o simples, \u201csoftware that supports group interaction\u201d (Shirky 2003, citado por Owen et al., 06-2006: 12).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de nos concentrarmos nas formas de aprendizagem que est\u00e3o a aparecer, resultantes do enfoque por parte de organiza\u00e7\u00f5es e educadores na cria\u00e7\u00e3o de conhecimento, na colabora\u00e7\u00e3o e na pr\u00e1tica como objectivos fundamentais, temos tamb\u00e9m, segundo os autores (Owen et al., 06-2006) que tentar identificar de que modo a introdu\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais permite novas abordagens \u00e0 aprendizagem e \u00e0 interac\u00e7\u00e3o social., num momento em que os jovens est\u00e3o a desenvolver novos h\u00e1bitos e uma nova cultura[1].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores destacam nas transforma\u00e7\u00f5es culturais e sociais em curso algumas tem\u00e1ticas, em seu entender, mais relevantes, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><b>1. O repensar da Criatividade<\/b>&nbsp;\u2013 com os consumidores a tornarem-se, de formas bastante f\u00e1ceis, produtores, esta cultura cr\u00edtica de consumo e remistura atenua acentuadamente a linha entre consumo e produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><b>2. O repensar da Aten\u00e7\u00e3o<\/b>&nbsp;\u2013 a informa\u00e7\u00e3o que jorra abundante e ininterruptamente de v\u00e1rias fontes provoca em n\u00f3s um estado de dispers\u00e3o mental a que Linda Stone (2005; citada Owen et al., 10-2006) chamou \u201caten\u00e7\u00e3o parcial cont\u00ednua\u201d (<a href=\"http:\/\/www.lindastone.net\/\"><i>continuous partial attention<\/i><\/a>). Este estado parece decorrer de uma conectividade \u201csempre ligada\u201d (<i>always on<\/i>) e manifestar-se de diversas formas como, por exemplo, a comunica\u00e7\u00e3o paralela que decorre entre membros da audi\u00eancia \u2013 o&nbsp;<i>back channel<\/i>&nbsp;\u2013 atrav\u00e9s de chat, mensagens instant\u00e2neas, blogues, etc., caracter\u00edstica em confer\u00eancias ou encontros de tecnologias, e que complementa, ao mesmo tempo, a comunica\u00e7\u00e3o principal do orador \u2013 o&nbsp;<i>fore channel<\/i>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><b>3. O repensar do Espa\u00e7o<\/b>&nbsp;\u2013 \u00e9 f\u00e1cil aceitar a ideia de locais virtuais de encontro na cultura da Web. Estamos, por outro lado, a caminhar para um est\u00e1dio em que as tecnologias cada vez mais disseminadas acabam por sobrepor ao espa\u00e7o f\u00edsico um manto de realidade aumentada (<i>augmented reality<\/i>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><b>4. O repensar da Identidade<\/b>&nbsp;\u2013 existem dois aspectos fundamentais para a quest\u00e3o de como a adop\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas digitalmente ricas pode ter um impacto na nossa percep\u00e7\u00e3o de identidade: a constru\u00e7\u00e3o da identidade atrav\u00e9s do consumo e da produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;<i>media<\/i>&nbsp;digitais e a interac\u00e7\u00e3o entre a nossa identidade real e a nossa identidade virtual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em certa medida, esta no\u00e7\u00e3o de conciliar as nossas identidades e ac\u00e7\u00f5es no mundo virtual e no mundo f\u00edsico (utilizamos esta formula\u00e7\u00e3o, que nos parece mais adequada do que a usada por Owen et al., de \u201creal\u201d) \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es centrais no artigo&nbsp;<i>A Nomad\u2019s Guide to Learning and Social Software<\/i>, de Ulises Mejias (10-2005).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reflectindo sobre o papel do software social nos novos modelos de aprendizagem e de participa\u00e7\u00e3o na sociedade, Mejias considera que, para al\u00e9m de permitirem a conex\u00e3o dos aprendentes a recursos e entre si de novos modos, o verdadeiro potencial destas ferramentas reside no facto de nos permitirem compreender as melhores formas de integramos as nossas experi\u00eancias sociais online e offline. Para fazer jus ao seu nome, o software social deve ser capaz de conciliar e articular as pr\u00e1ticas sociais quotidianas dos indiv\u00edduos, que incluem a interac\u00e7\u00e3o com pessoas online mas, tamb\u00e9m, com outras que n\u00e3o t\u00eam acesso a estas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a rela\u00e7\u00e3o entre as tecnologias e a aprendizagem nem sempre tem sido uma rela\u00e7\u00e3o produtiva ou resultado em inova\u00e7\u00e3o. Com frequ\u00eancia, a adop\u00e7\u00e3o de novas tecnologias na educa\u00e7\u00e3o tem-se orientado para a reprodu\u00e7\u00e3o de velhas f\u00f3rmulas e m\u00e9todos, agora desenvolvidos com novas ferramentas, mas em que nada de substancial muda. Ora, o verdadeiro sentido da utiliza\u00e7\u00e3o de novas ferramentas, aquilo que torna a sua adop\u00e7\u00e3o um desafio interessante e fecundo, \u00e9 questionar os princ\u00edpios pedag\u00f3gicos sobre os quais assentam os modelos educativos para provocar mudan\u00e7as significativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Mejias (op. cit.), os modelos de aprendizagem baseados no software social podem facilitar a evolu\u00e7\u00e3o daquilo a que Brown &amp; Duguid (2000) chamavam \u201caprender sobre\u201d (<i>learning about<\/i>) para um \u201caprender a ser\u201d (<i>learning to be<\/i>), ou, numa formula\u00e7\u00e3o que o autor refere ter uma conota\u00e7\u00e3o mais&nbsp;<i>deleuziana<\/i>, para um \u201caprender como devir\u201d (<i>learning as becoming<\/i>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O software social poderia, assim, ter um impacto positivo na pedagogia, ao instilar um desejo de nos ligarmos ao mundo como um todo, e n\u00e3o apenas \u00e0s partes sociais que existem online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num coment\u00e1rio[2]&nbsp;na p\u00e1gina onde Stephen Downes disponibiliza a sua apresenta\u00e7\u00e3o (\u00e1udio e Slides)<i>&nbsp;Goups vs Networks<\/i>&nbsp;(29-09-2006), Mejias refere o artigo de Barry Wellman, de 2001,&nbsp;<i>Little Boxes, Glocalization, and Networked Individualism<\/i>, como uma boa introdu\u00e7\u00e3o para as quest\u00f5es relativas \u00e0s formas de socializa\u00e7\u00e3o e ao modo como t\u00eam vindo a mudar com as tecnologias. Na verdade, o texto de Wellman constitui uma base comum interessante entre os aspectos que aqui abord\u00e1mos, a prop\u00f3sito de Owen et al. e de Mejias, e os relativos ao Conectivismo e ao Conhecimento Conectivo, que trataremos em seguida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse texto, Wellman (2001) reflecte sobre como as comunidades humanas evolu\u00edram de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>densely-knit \u201cLittle Boxes\u201d (densely-knit, linking people door-to-door) to \u201cGlocalized\u201d&nbsp;<\/i>[3]<i>&nbsp;networks (sparsely knit but with clusters, linking households both locally and globally) to \u201cNetworked Individualism\u201d (sparsely-knit, linking individuals with little regard to space)<\/i>&nbsp;(do&nbsp;<i>abstract<\/i>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u201cpequenas caixas\u201d s\u00e3o uma met\u00e1fora para as pessoas social e cognitivamente encapsuladas em grupos homog\u00e9neos alargados. Os membros das sociedades que se organizam deste modo lidam sobretudo com os seus cong\u00e9neres dos grupos a que pertencem: em casa, no bairro, no trabalho ou em organiza\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias. \u00c9 frequente estes grupos possu\u00edrem limites para a inclus\u00e3o neles e uma organiza\u00e7\u00e3o estruturada e hier\u00e1rquica: supervisores e empregados, pais e filhos, padres e crentes, executivos organizacionais e membros. Numa sociedade deste tipo, cada interac\u00e7\u00e3o acontece no seu local pr\u00f3prio, um grupo de cada vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas sociedades em rede (<i>networked societies<\/i>), por outro lado, o trabalho, a comunidade, a domesticidade evolu\u00edram de grupos hier\u00e1rquicos, densamente interligados e confinados (as \u201cpequenas caixas\u201d), para redes sociais. As fronteiras s\u00e3o mais perme\u00e1veis, as interac\u00e7\u00f5es mais diversificadas, as liga\u00e7\u00f5es distribuem-se por diversas redes, as hierarquias s\u00e3o mais planas e de estrutura mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de se acomodar ao grupo daqueles que o rodeiam, o indiv\u00edduo constr\u00f3i a sua pr\u00f3pria rede pessoal. A maior parte das pessoas funciona em m\u00faltiplas comunidades parciais, \u00e0 medida que lidam com redes amorfas e em constante reconfigura\u00e7\u00e3o de parentes, vizinhos, amigos, colegas e la\u00e7os organizacionais. As suas actividades e as suas rela\u00e7\u00f5es t\u00eam um car\u00e1cter informal, n\u00e3o sendo estruturadas organizacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas uma pequena minoria de membros da rede est\u00e3o directamente conectados uns com os outros. N\u00e3o vivemos nos mesmos bairros da maior parte dos nossos amigos ou parentes, frequentemente nem sequer na mesma \u00e1rea metropolitana, e muitas vezes trabalhamos n\u00e3o com as pessoas que est\u00e3o sentadas ao p\u00e9 de n\u00f3s no local de trabalho, mas com outras em locais distantes. \u00c9 por isso que, segundo Wellman, \u201c[t]his is a time for individuals and their networks, and not for groups\u201d (op. cit.: 2).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O individualismo em rede (<i>networked individualism<\/i>) resulta da conflu\u00eancia do desenvolvimento tecnol\u00f3gico das redes de comunica\u00e7\u00f5es por computador e do florescimento de redes sociais. Nas palavras do autor:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>Just as the flexibility of less-bounded,&nbsp;spatially dispersed, social networks creates demand for collaborative communication and information sharing, the rapid development of computer-communications networks nourishes societal transitions from little boxes to social networks<\/i>. (op. cit.: 2)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No trabalho ou na comunidade, a conectividade \u201cglocalizada\u201d fornece sistemas fluidos que permitem a utiliza\u00e7\u00e3o de redes ramificadas para aceder a recursos materiais, cognitivos e outros. Os indiv\u00edduos n\u00e3o s\u00e3o j\u00e1 identificados como membros de um grupo \u00fanico, antes podem alternar entre diversas redes, o que lhes permite mobilizar recursos de uma rede para outra atrav\u00e9s das suas liga\u00e7\u00f5es. Saber como criar redes (online e offline) torna-se um recurso humano fundamental, e ter uma rede de apoio torna-se um capital social de grande relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Wellman (op. cit.), assistia-se na passagem para o terceiro mil\u00e9nio a uma nova transi\u00e7\u00e3o, desta vez de uma conectividade lugar-a-lugar (que marcava o per\u00edodo da \u201cglocaliza\u00e7\u00e3o\u201d) para uma conectividade pessoa-a-pessoa. Os dispositivos m\u00f3veis e as redes sem fios, entre outros elementos, tornaram as pessoa cada vez menos dependentes de um local f\u00edsico espec\u00edfico:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>Because connections are to people and not to places, the technology affords shifting of work and community ties from linking&nbsp;people-in-places to linking people wherever they are. It is I-alone that is reachable wherever I am: at a house, hotel, office, freeway or mall.&nbsp;<\/i><i>The person has become the portal<\/i>. (op. cit.: 5)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grau de envolvimento e participa\u00e7\u00e3o nas diversas redes varia com os momentos, os objectivos, as circunst\u00e2ncias: muito activos numas, mais passivos noutras, observadores silenciosos noutras ainda. Na busca de informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s destas redes, nem sempre s\u00e3o os la\u00e7os mais fortes (<i>strong ties<\/i>) que nos podem ajudar. Bem pelo contr\u00e1rio, at\u00e9, no caso de informa\u00e7\u00e3o nova: dado que os indiv\u00edduos com la\u00e7os fortes t\u00eam maior probabilidade de se assemelhar socialmente e de conhecer as mesmas pessoas, \u00e9 poss\u00edvel que possuam a mesma informa\u00e7\u00e3o. A nova informa\u00e7\u00e3o vir\u00e1, presumivelmente, dos la\u00e7os fracos (<i>weak ties<\/i>), que est\u00e3o melhor conectados a outros c\u00edrculos sociais mais diversos (Wellman, 2001; Siemens, 12-12-2004). Deste modo, segundo Wellman (op. cit.), \u00e9 importante desenvolver ferramentas que permitam analisar rela\u00e7\u00f5es interpessoais de confian\u00e7a para identificar, localizar e receber informa\u00e7\u00e3o dentro das organiza\u00e7\u00f5es e entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como Owen et al. (06-2006) e Mejias (10-2005), tamb\u00e9m Wellman (2001) considera ser necess\u00e1rio ultrapassar a falsa dicotomia entre o ciber-espa\u00e7o e o mundo f\u00edsico. Muitas liga\u00e7\u00f5es operam, frequentemente, em ambas as dimens\u00f5es, funcionando os contactos online como suplemento ou complemento de encontros e rela\u00e7\u00f5es presenciais, e n\u00e3o como pura substitui\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas comunicam com os seus amigos, parentes, vizinhos ou colegas utilizando o meio online ou&nbsp;<i>offline<\/i>&nbsp;que est\u00e1 dispon\u00edvel e se afigura, naquela circunst\u00e2ncia, mais conveniente ou adequado. Quanto mais fortes s\u00e3o os la\u00e7os, mais&nbsp;<i>media<\/i>&nbsp;s\u00e3o usados (Wellman, op. cit.).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Notas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[1]Os autores designam esta \u201cnova cultura\u201d como \u201ccibercultura\u201d. Como procur\u00e1mos demonstrar na Parte I, a cibercultura e a cultura digitais t\u00eam ra\u00edzes mais distantes e mais profundas, embebidas no ADN da pr\u00f3pria Internet e da&nbsp;<i>World Wide Web<\/i>. Para uma breve panor\u00e2mica sobre o conceito, consultar Aelan Biruar Arumpac (2006). A Research Paper on Cyberculture and Virtual Politics.&nbsp;<i>Asia Culture Forum 2006<\/i>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cct.go.kr\/data\/acf2006\/aycc\/aycc_0805_Aelan%20Biruar%20Arumpac.pdf\">http:\/\/www.cct.go.kr\/data\/acf2006\/aycc\/aycc_0805_Aelan%20Biruar%20Arumpac.pdf<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20160911120705\/http:\/\/www.cct.go.kr\/data\/acf2006\/aycc\/aycc_0805_Aelan%20Biruar%20Arumpac.pdf\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[2]Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?post=35885\">http:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?post=35885<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brown, John Seely &amp; Duguid, Paul (2000).&nbsp;<em>The Social Life of Information<\/em>. Cambridge, MA: Harvard Business School Publishing.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Downes, Stephen (27-09-2006). Groups vs Networks: The Class Struggle Continues. Comunica\u00e7\u00e3o feita no \u00e2mbito da&nbsp;<em>eFest<\/em>, Wellington, Nova Zel\u00e2ndia. Transcri\u00e7\u00e3o, \u00e1udio e slides dispon\u00edveis em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.downes.ca\/presentation\/53\">http:\/\/www.downes.ca\/presentation\/53<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mejias, Ulises (10-2005). A Nomad\u2019s Guide to Learning and Social Software.&nbsp;<em>The Knowledge Tree: An e-journal of learning innovation<\/em>, ed. 7. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/knowledgetree.flexiblelearning.net.au\/edition07\/html\/la_mejias.html\">http:\/\/knowledgetree.flexiblelearning.net.au\/edition07\/html\/la_mejias.html<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20120124023152mp_\/http:\/\/knowledgetree.flexiblelearning.net.au\/edition07\/download\/la_mejias.pdf\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Owen, Martin; Grant, Lyndsay; Sayers, Steve; &amp; Facer, Keri (06-2006). Social Software and Learning.&nbsp;<em>Futurelab<\/em>. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.futurelab.org.uk\/resources\/documents\/opening_education\/Soci_Software_report.pdf\">http:\/\/www.futurelab.org.uk\/resources\/documents\/opening_education\/Soci_S\u2026<\/a>&nbsp;[acedido a 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/32231458_Futurelab_Social_software_and_learning\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Siemens, George (12-12-2004). Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age.<em>&nbsp;International<\/em>&nbsp;<em>Journal of Instructional Technology and Distance Learning<\/em>,&nbsp;2(1).&nbsp;Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/itdl.org\/Journal\/Jan_05\/article01.htm\">http:\/\/www.itdl.org\/journal\/jan_05\/article01.htm<\/a>&nbsp;[acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wellman, Barry (2001). Little Boxes, Glocalization, and Networked Individualism.&nbsp;<em>Lecture Notes In Computer Science<\/em>, Vol. 2362. Second Kyoto Workshop on Digital Cities II, Computational and Sociological Approaches. Dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.chass.utoronto.ca\/~wellman\/publications\/littleboxes\/\">http:\/\/www.chass.utoronto.ca\/~wellman\/publications\/littleboxes\/<\/a>&nbsp;littlebox.PDF [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/e-tcs.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Wellman_-Little_boxes_glocalization_and_networked_individualism.pdf\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 12-12-2025<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tentando compreender de que modo estas novas formas de colabora\u00e7\u00e3o emergentes podem ser aproveitadas e desenvolvidas, Martin Owen e outros investigadores do FutureLab (06-2006) publicaram, na nova s\u00e9rie&nbsp;Open Education, um artigo extenso sobre a inter-rela\u00e7\u00e3o entre duas tend\u00eancias fundamentais que, a seu ver, est\u00e3o a dominar a \u00e1rea das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o. Por um lado, &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/parte2\/capitulo4\/4-1-o-software-social-e-a-aprendizagem-na-rede\/\">Continue reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":437,"menu_order":1,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-440","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/Pa84sl-76","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=440"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1099,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/440\/revisions\/1099"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}