{"id":496,"date":"2018-07-31T23:08:20","date_gmt":"2018-07-31T22:08:20","guid":{"rendered":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/?page_id=496"},"modified":"2026-09-05T15:52:41","modified_gmt":"2026-09-05T14:52:41","slug":"5-3-que-articulacao-entre-os-vles-lmss-e-os-ples","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/parte2\/capitulo5\/5-3-que-articulacao-entre-os-vles-lmss-e-os-ples\/","title":{"rendered":"5.3. Que articula\u00e7\u00e3o entre os VLEs\/LMSs e os PLEs?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num texto recente, <i>Systematization of Education: Room for PLEs?<\/i>, George Siemens (07-12-2008) exprime a sua insatisfa\u00e7\u00e3o pelos poucos progressos que, na sua perspectiva, t\u00eam sido feitos na transi\u00e7\u00e3o dos ambientes fechados das institui\u00e7\u00f5es para os ambientes abertos e personalizados dos PLEs. Sendo estes uma ferramenta, processo e conceito centrados no conhecimento e destinados a responder \u00e0s necessidades dos aprendentes, n\u00e3o est\u00e3o integrados nas estruturas de poder da sociedade, que comandam, de facto, as decis\u00f5es institucionais. \u00c9 por isso que, em seu entender, faz todo o sentido que os LMSs sejam populares:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>LMSs speak the language of the current power structure in education: control, accountability, manageability.<\/i> (op. cit.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A verdade \u00e9 que muita da discuss\u00e3o em torno dos PLEs se tem desenvolvido a partir da sua compara\u00e7\u00e3o com os LMSs (<i>Learning management systems<\/i>) ou os VLEs (<i>Virtual Learning Environments<\/i>) usados por institui\u00e7\u00f5es educativas e empresas para desenvolver o ensino e a aprendizagem. N\u00e3o obstante existirem algumas perspectivas que postulam, pura e simplesmente, a n\u00e3o exist\u00eancia dos LMSs\/VLEs, a maior parte dos autores procura encontrar formas de articula\u00e7\u00e3o entre estes e os PLEs, embora com graus diferentes de relev\u00e2ncia ou integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leigh Blackall (13-11-2005), numa entrada sugestivamente intitulada <i>Die LMS die! You too PLE!<\/i>, recusa qualquer abordagem estruturada, n\u00e3o individual, de um qualquer ambiente de aprendizagem, inclusive uma no\u00e7\u00e3o \u201cformal\u201d de PLE:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>Why do we need a PLE when we already have the Internet? The Internet is my PLE, ePortfolio, VLE whatever (&#8230;) I have a strong online ID and very extensive and personalised learning environment. <\/i><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 26 de Novembro do mesmo ano, Dave Cormier reagia no seu blogue a esta abordagem que considerava demasiado radical:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>The majority of people will NEVER have an internet presence. Community environments like elgg <\/i><em>allow for them to be noticed, and interacted with, by their peers. It&#8217;s a safe, controllable environment, away from the chaos and uncertainty that is that rather long list of tools listed. The PLE and to a lesser extent the VLE\/LMS provide some security, some much needed structure and most importantly guaranteed interactivity.<\/em> (26-11-2005)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As exig\u00eancias em termos de literacia digital e de compet\u00eancias t\u00e9cnicas que o desenvolvimento de um PLE que supra todas as necessidades de aprendizagem, baseado numa grande diversidade de ferramentas e servi\u00e7os, coloca aos utilizadores, e as necessidades compreens\u00edveis das institui\u00e7\u00f5es em termos burocr\u00e1tico-administrativos e de controlo de alguns aspectos do processo t\u00eam favorecido um maior n\u00famero de abordagens que v\u00eaem uma rela\u00e7\u00e3o complementar entre VLEs e PLEs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como reconhece Graham Attwell (01-06-2006), instalar, configurar e manter todo o software necess\u00e1rio a um PLE n\u00e3o \u00e9 algo que esteja, pelo menos para j\u00e1, ao alcance do utilizador comum. \u00c9, por isso,&nbsp;essencial, em seu entender, apostar na facilidade de uso e de acesso a servi\u00e7os, aplica\u00e7\u00f5es e funcionalidades. No entanto, ao desenvolver-se o PLE como uma aplica\u00e7\u00e3o, este deve ser facilmente configur\u00e1vel para permitir o uso de aplica\u00e7\u00f5es e ferramentas pessoais, e n\u00e3o apenas as inclu\u00eddas por defeito, sob pena de se estar a substituir (ou a adicionar) um ambiente fechado (o VLE) por outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wilson et al. (19-09-2006), no seu artigo <i>Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems<\/i>, resultante do trabalho desenvolvido na elabora\u00e7\u00e3o de um modelo de refer\u00eancia para os PLEs no \u00e2mbito do CETIS, mostram partilhar estas preocupa\u00e7\u00f5es. Tendo optado por uma solu\u00e7\u00e3o integrada (<i>software<\/i> servidor &#8211; PLEW + <i>software<\/i> cliente \u2013 PLEX), procuram dar-lhe uma orienta\u00e7\u00e3o muito personalizada e aberta, por contraste com o VLE institucional, e admitem outros cen\u00e1rios n\u00e3o integrados, em que os utilizadores recorrem a uma s\u00e9rie de ferramentas e servi\u00e7os independentes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"rteindent2 wp-block-paragraph\"><i>we envisage situations where the PLE is not a single piece of software, but instead the collection of tools used by a user to meet their needs as part of their personal working and learning routine. So, the characteristics of the PLE design may be achieved using a combination of existing devices (laptops, mobile phones, portable media devices), applications (newsreaders, instant messaging clients, browsers, calendars) and services (social bookmark services, weblogs, wikis) within what may be thought of as the practice of personal learning using technology. <\/i>(op. cit.: 9)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos das caracter\u00edsticas desej\u00e1veis num PLE, estes autores avan\u00e7am as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>enfoque na <b>coordena\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es<\/b> entre utilizadores e servi\u00e7os oferecidos por organiza\u00e7\u00f5es e outros indiv\u00edduos, possibilitando uma grande diversidade de contextos que suportem os objectivos do aprendente \u2013 centrado nas compet\u00eancias e integrando experi\u00eancias de v\u00e1rios dom\u00ednios (educa\u00e7\u00e3o, trabalho, lazer);<\/li>\n\n\n\n<li><b>rela\u00e7\u00f5es sim\u00e9tricas<\/b> \u2013 qualquer utilizador deve poder tanto usar como publicar recursos atrav\u00e9s de um servi\u00e7o; os utilizadores devem poder organizar os seus recursos, gerir contextos e adoptar ferramentas que se adeq\u00faem \u00e0s suas necessidades;<\/li>\n\n\n\n<li><b>contexto individualizado<\/b> \u2013 j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel proporcionar uma experi\u00eancia homog\u00e9nea de um contexto fora do \u00e2mbito de sistemas fechados, dado que os utilizadores podem reorganizar a informa\u00e7\u00e3o no contexto;<\/li>\n\n\n\n<li><b>boa interoperabilidade<\/b> \u2013 da perspectiva do PLE, a capacidade de estabelecer conex\u00f5es \u00e9 crucial, pelo que o suporte a diferentes standards \u00e9 um aspecto fundamental;<\/li>\n\n\n\n<li>uma <b>cultura de conte\u00fados abertos e de remistura<\/b> \u2013 ao contr\u00e1rio do VLE, o PLE orienta-se para a partilha de recursos, na busca de uma constru\u00e7\u00e3o partilhada do conhecimento, n\u00e3o para a sua protec\u00e7\u00e3o ou para restri\u00e7\u00f5es ao seu acesso;\u00a0a utiliza\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as <i>creative commons<\/i> permite a edi\u00e7\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o e republica\u00e7\u00e3o de recursos;<\/li>\n\n\n\n<li><b>\u00e2mbito pessoal e global<\/b> \u2013 enquanto que o VLE opera no \u00e2mbito institucional, o PLE opera ao n\u00edvel pessoal, ao coordenar servi\u00e7os e informa\u00e7\u00e3o directamente relacionados com o utilizador; contudo, porque o PLE lhe permite conectar-se a redes sociais, bases de dados, contextos profissionais e contextos de aprendizagem, este pode ser tamb\u00e9m considerado como de \u00e2mbito global.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Scott Leslie (21-11-2005), em <i>ELGG vs. Moodle &#8211; defusing a false dichotomy<\/i>, perfilha a perspectiva de que, na altura em que escreve, a melhor estrat\u00e9gia passa por encontrar boas formas de coexist\u00eancia e integra\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de meros apontadores ou solu\u00e7\u00f5es de autentica\u00e7\u00e3o partilhadas, entre os ambientes institucionais e os ambientes personalizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terry Anderson (28-11-2005) reage a esta posi\u00e7\u00e3o de Scott Leslie (curiosamente numa entrada que inaugura o seu blogue <i>Virtual Canuck<\/i>) com <i>Educational Social Overlay Networks<\/i>, em que defende que o mais importante \u00e9 identificar quais os componentes da vida do utilizador que devem estar situados no seu espa\u00e7o individual na web&nbsp;e quais os que devem desenvolver-se no espa\u00e7o institucional formal. Embora veja dificuldades na interac\u00e7\u00e3o entre os dois dom\u00ednios, Anderson acredita que o software social educativo pode funcionar como uma esp\u00e9cie de rede sobreposta (<i>overlay network<\/i>) que potencie e expanda a rede institucional formal, que consistir\u00e1 nos servi\u00e7os de apoio ao estudante, biblioteca, propinas, matr\u00edculas e outros servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Attwell (06-12-2005), como refere em <i>Bridging the divide between VLEs and the Personal Learning Environment<\/i>, esta reflex\u00e3o de Anderson dirige-se precisamente a uma das suas maiores preocupa\u00e7\u00f5es neste dom\u00ednio: como ultrapassar o hiato entre o VLE controlado institucionalmente e o PLE controlado pelo estudante? Como persuadir as institui\u00e7\u00f5es a abrir m\u00e3o desse controlo? Como levar os estudantes a tomarem o controlo da sua pr\u00f3pria aprendizagem? Para ele, a no\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada por Anderson de uma rede sobreposta pode muito bem ser a ponte que faltava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em duas produ\u00e7\u00f5es posteriores \u2013 <i>PLE\u2019s versus LMS: Are PLEs ready for Prime time?<\/i> (09-01-2006) e <i>Personalized learning systems and you<\/i> (26-01-2007) \u2013 Terry Anderson aprofunda a an\u00e1lise destas quest\u00f5es, centrando-se nas vantagens e desvantagens comparativas quer de LMSs\/VLEs, quer de PLEs. Segundo este autor (26-01-2007), os LMSs s\u00e3o desenhados, constru\u00eddos e operados por institui\u00e7\u00f5es de ensino formal, o que resulta nas seguintes caracter\u00edsticas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>desenhados para ir ao encontro das necessidades dos professores<\/li>\n\n\n\n<li>baseados no modelo de dissemina\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>as contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o propriedade da institui\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>o estudante \u00e9 obrigado a aprender um sistema novo em cada institui\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>s\u00e3o desenhados para um contexto de aprendizagem de l\u00f3gica \u201cpush\u201d em vez de \u201cpull\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>operacionalizam uma vis\u00e3o da aprendizagem centrada no curso\/disciplina<\/li>\n\n\n\n<li>a interoperabilidade com outros produtos ou sistemas operativos \u00e9 dif\u00edcil<\/li>\n\n\n\n<li>s\u00e3o desenhados para proteger a propriedade intelectual, n\u00e3o para proporcionar o acesso livre<\/li>\n\n\n\n<li>t\u00eam um registo de inova\u00e7\u00e3o bastante pobre<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, apesar destes problemas e por muito atraente que seja a no\u00e7\u00e3o de um ambiente de aprendizagem ao longo da vida centrado no estudante e sua propriedade perene, Anderson considera que n\u00e3o existem para j\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para concretizar essa vis\u00e3o, pois os LMSs oferecem, por enquanto, algumas vantagens importantes: s\u00e3o desenhados de forma eficiente para fins espec\u00edficos; t\u00eam j\u00e1 um bom n\u00edvel de matura\u00e7\u00e3o; s\u00e3o ambientes seguros, quer em temos tecnol\u00f3gicos, quer em termos das interac\u00e7\u00f5es; s\u00e3o f\u00e1ceis de utilizar; e o suporte \u00e9 centralizado (09-01-2006; 26-03-2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, o futuro dos PLEs afigura-se-lhe mais seguro do que o de um qualquer LMS monol\u00edtico. Na sua opini\u00e3o, s\u00f3 sobreviver\u00e3o os LMSs que se abram a melhorias baseadas em standards, a pedidos de servi\u00e7os externos e \u00e0 forte din\u00e2mica de evolu\u00e7\u00e3o no sentido de aplica\u00e7\u00f5es educativas realmente centradas nos aprendentes (09-01-2006). Desse ponto de vista, os PLEs apresentam muitas vantagens: identidade; persist\u00eancia; personaliza\u00e7\u00e3o e controlo; posse (<i>ownership<\/i>); presen\u00e7a social; capacidade e velocidade de inova\u00e7\u00e3o; e conectividade aberta (09-01-2006; 26-03-2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Martin Weller (08-11-2007) apresenta, em <i>The VLE\/LMS is dead<\/i>, uma vis\u00e3o que se aproxima, em v\u00e1rios aspectos, da de Anderson, com a curiosidade de ser claramente percept\u00edvel uma preocupa\u00e7\u00e3o em termos da sua ac\u00e7\u00e3o como professor. Par este autor, as \u00e1reas mais problem\u00e1ticas na utiliza\u00e7\u00e3o de um conjunto disperso de ferramentas em vez de um sistema institucional integrado (LMS\/VLE) s\u00e3o sobretudo cinco:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a <strong>autentica\u00e7\u00e3o<\/strong>, dado o elevado n\u00famero de estudantes envolvidos em muitos casos;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>conveni\u00eancia<\/strong>, para professores e estudantes, de ter todas as ferramentas e informa\u00e7\u00f5es reunidas num ambiente \u00fanico;<\/li>\n\n\n\n<li>o <strong>apoio t\u00e9cnico<\/strong> centralizado;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>fiabilidade <\/strong>em termos do sistema, dado o maior controlo da institui\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>a <strong>maior facilidade<\/strong> na monitoriza\u00e7\u00e3o do trabalho desenvolvido pelos estudantes.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, v\u00e1rios destes aspectos s\u00e3o relativos ou podem ser ultrapassados, pelo menos parcialmente. Al\u00e9m disso, os PLEs apresentam, por seu lado, um conjunto muito forte de vantagens:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>as ferramentas, por serem independentes, s\u00e3o de melhor qualidade, dado o cont\u00ednuo desenvolvimento e actualiza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>t\u00eam um visual mais moderno e apelativo;<\/li>\n\n\n\n<li>agregam as ferramentas apropriadas a cada situa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>o custo \u00e9 mais reduzido (gr\u00e1tis?);<\/li>\n\n\n\n<li>evitam um efeito de sedimenta\u00e7\u00e3o e de estagna\u00e7\u00e3o, frequente em sistemas institucionais, que acabam por absorver as pr\u00e1ticas organizacionais e tender \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a;<\/li>\n\n\n\n<li>favorecem a desintermedia\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por estas raz\u00f5es que Weller (op. cit.) considera que a mudan\u00e7a para sistemas externos de terceiros, ligados de forma fluida e flex\u00edvel (<i>loosely coupled<\/i>), dispon\u00edveis gratuitamente na Web, ser\u00e1 inevit\u00e1vel, embora n\u00e3o anteveja uma transi\u00e7\u00e3o repentina, antes uma transi\u00e7\u00e3o faseada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rias das preocupa\u00e7\u00f5es referidas anteriormente s\u00e3o, de certa forma, partilhadas por Stephen Brown (09-07-2008). Partindo de uma an\u00e1lise comparativa entre os VLEs institucionais e as ferramentas e servi\u00e7os dispon\u00edveis na designada Web 2.0, sintetizada no quadro que apresentamos em seguida, este autor afirma que, embora os PLEs institucionais possam dar maior controlo e poder aos utilizadores do que os VLEs tradicionais, eles s\u00e3o, ainda assim, institucionais, e podem por isso n\u00e3o aproveitar adequadamente o potencial da Web 2.0.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\n<div style=\"padding-left: 30px;\" align=\"center\"><b>VLEs<br>\n<\/b><\/div>\n<\/td><td>\n<div style=\"padding-left: 30px;\" align=\"center\"><b>Web 2.0&nbsp;<\/b><\/div>\n<\/td><\/tr><tr><td>Solu\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o numa l\u00f3gica <i>top-down<\/i><\/td><td>Solu\u00e7\u00f5es individuais numa l\u00f3gica <i>bottom-up<\/i><\/td><\/tr><tr><td>Caras (mesmo se <i>open source<\/i>)<\/td><td>Gr\u00e1tis (maioritariamente)<\/td><\/tr><tr><td>\u00c9 necess\u00e1ria uma infra-estrutura empresarial<\/td><td>Baseada na web<\/td><\/tr><tr><td>Requerem uma aquisi\u00e7\u00e3o generalizada<\/td><td>Adop\u00e7\u00e3o poss\u00edvel por indiv\u00edduos<\/td><\/tr><tr><td>\u00c9 necess\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o<\/td><td>F\u00e1cil de usar<\/td><\/tr><tr><td>Interoperabilidade dif\u00edcil, requerendo acordos<\/td><td>A interoperabilidade baseia-se em standards<\/td><\/tr><tr><td>O acesso controlado torna dif\u00edcil chegar aos materiais e modific\u00e1-los<\/td><td>O acesso livre permite a modifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos materiais mesmo se n\u00e3o pertencem ao utilizador<\/td><\/tr><tr><td>Mercado maduro, escolha reduzida<\/td><td>Crescimento exponencial, grande variedade de escolha<\/td><\/tr><tr><td>Confirma as rela\u00e7\u00f5es de poder tradicionais<\/td><td>Social, colaborativa, d\u00e1 poder aos indiv\u00edduos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quadro 4 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas dos VLEs intitucionais e da Web 2.0. Stephen Brown (09-07-2008). <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m para Brown (op. cit.) \u00e9 ainda cedo para abandonar os VLEs, mas o autor considera que \u00e0 medida que a utiliza\u00e7\u00e3o destes novos servi\u00e7os e ferramentas se for disseminando, ou, na formula\u00e7\u00e3o de Blackall (13-11-2005), \u00e0 medida que a literacia digital se for desenvolvendo nas organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos, ser\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil justificar os custos dos VLEs para as institui\u00e7\u00f5es e as restri\u00e7\u00f5es que imp\u00f5em \u00e0 liberdade e ao controlo dos utilizadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson, Terry (26-01-2007). Personalized learning Systems and you. <i>PLE Conference<\/i>. Universidade de Manitoba. Slides dispon\u00edveis em <a href=\"http:\/\/www.umanitoba.ca\/learning_technologies\/plesymposium\/PersonalizedlearningSystemsandyou.ppt\">http:\/\/www.umanitoba.ca\/learning_technologies\/plesymposium\/PersonalizedlearningSystemsandyou.ppt<\/a> [acedido em 15-12-2008] e v\u00eddeo dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/media.cc.umanitoba.ca:8080\/ramgen\/academic_support\/ltc\/ple\/keynote.rm\">http:\/\/media.cc.umanitoba.ca:8080\/ramgen\/academic_support\/ltc\/ple\/keynote.rm<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/youtu.be\/NbL0EdpOaLg?si=h4ZsJ3PzBfY-i7v-\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson, Terry (09-01-2006). PLE\u2019s versus LMS: Are PLEs ready for Prime time? <i>Virtual Canuck<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/terrya.edublogs.org\/2006\/01\/09\/ples-versus-lms-are-ples-ready-for-prime-time\/\">http:\/\/terrya.edublogs.org\/2006\/01\/09\/ples-versus-lms-are-ples-ready-for-prime-time\/<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/virtualcanuck.ca\/2006\/01\/09\/ples-versus-lms-are-ples-ready-for-prime-time\/\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anderson, Terry (28-11-2005). Educational Social Overlay Networks. <i>Virtual Canuck<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/terrya.edublogs.org\/2005\/11\/28\/hello-world\/\">http:\/\/terrya.edublogs.org\/2005\/11\/28\/hello-world\/<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/virtualcanuck.ca\/2005\/11\/28\/hello-world\/\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Attwell, Graham (01-06-2006). Personal Learning Environments. <i>The Wales-Wide Web<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/entries\/6521819364\">http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/entries\/6521819364<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20060710210355\/http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/entries\/6521819364\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Attwell, Graham (06-12-2005). Bridging the divide between VLEs and the Personal Learning Environment. <i>The Wales-Wide Web<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/weblog.archives\/2005\/12\">http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/weblog.archives\/2005\/12<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20060317175008\/http:\/\/www.knownet.com\/writing\/weblogs\/Graham_Attwell\/entries\/0453600268\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Blackall, Leigh (13-11-2005). Die LMS die! You too PLE! <i>Learn Online<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/teachandlearnonline.blogspot.com\/2005\/11\/die-lms-die-you-too-ple.html\">http:\/\/teachandlearnonline.blogspot.com\/2005\/11\/die-lms-die-you-too-ple.html<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20051230094804\/http:\/\/teachandlearnonline.blogspot.com\/2005\/11\/die-lms-die-you-too-ple.html\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brown, Stephen (09-07-2008). From VLEs to learning webs: the implications of Web 2.0 for learning and teaching. <i>Interactive Learning Environments<\/i>. Informa\u00e7\u00e3o e <i>abstract<\/i> dispon\u00edveis em <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/10494820802158983\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/10494820802158983<\/a> [acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cormier, Dave (26-11-2005). What is this whole school thing about anyway? <i>Dave\u2019s Educational Blogue<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/davecormier.com\/edblog\/2006\/03\/01\/what-is-this-whole-school-thing-about-anyway\/\">http:\/\/davecormier.com\/edblog\/2006\/03\/01\/what-is-this-whole-school-thing-about-anyway\/<\/a> [acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leslie, Scott (21-11-2005). ELGG vs. Moodle &#8211; defusing a false dichotomy. <i>EdTechPost<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.edtechpost.ca\/wordpress\/2005\/11\/21\/ELGG-vs.-Moodle---defusing-a-false-dichotomy\">http:\/\/www.edtechpost.ca\/wordpress\/2005\/11\/21\/ELGG-vs.-Moodle&#8212;defusing-a-false-dichotomy<\/a> [acedido em 15-12-2008].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Siemens, George (07-12-2008). Systematization of Education: Room for PLEs? <i>Learning Technologies Centre Research Blog<\/i>. Universidade de Manitoba. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/ltc.umanitoba.ca\/wordpress\/2008\/12\/systematization-of-education-room-for-ples\/\">http:\/\/ltc.umanitoba.ca\/wordpress\/2008\/12\/systematization-of-education-room-for-ples\/<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20081211072015\/http:\/\/ltc.umanitoba.ca\/wordpress\/2008\/12\/systematization-of-education-room-for-ples\/\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Weller, Martin (08-11-2007). The VLE\/LMS is dead. <i>The Ed Techie<\/i>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/nogoodreason.typepad.co.uk\/no_good_reason\/2007\/11\/the-vlelms-is-d.html\">http:\/\/nogoodreason.typepad.co.uk\/no_good_reason\/2007\/11\/the-vlelms-is-d.html<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20080213193713\/http:\/\/nogoodreason.typepad.co.uk\/no_good_reason\/2007\/11\/the-vlelms-is-d.html\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wilson, Scott; Beauvoir, Phil; Milligan, Colin; Sharples, Paul; Johnson, Mark; &amp; Liber, Oleg (19-09-2006). Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems. Artigo apresentado na <i>Joint International Workshop on Professional Learning, Competence Development and Knowledge Management<\/i> (LOKMOL and L3NCD), Heraklion, Outubro 2006. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/1820\/727\">http:\/\/hdl.handle.net\/1820\/727<\/a> [acedido em 15-12-2008]. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/41539397_Personal_Learning_Environments_Challenging_the_dominant_design_of_educational_systems\">Liga\u00e7\u00e3o atualizada 07-09-2026<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num texto recente, Systematization of Education: Room for PLEs?, George Siemens (07-12-2008) exprime a sua insatisfa\u00e7\u00e3o pelos poucos progressos que, na sua perspectiva, t\u00eam sido feitos na transi\u00e7\u00e3o dos ambientes fechados das institui\u00e7\u00f5es para os ambientes abertos e personalizados dos PLEs. 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