{"id":53,"date":"2018-07-29T17:41:05","date_gmt":"2018-07-29T16:41:05","guid":{"rendered":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/?page_id=53"},"modified":"2025-12-12T00:12:50","modified_gmt":"2025-12-11T23:12:50","slug":"resumo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/josemota.pt\/aprendernarede\/por-aqui\/resumo\/","title":{"rendered":"Resumo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A emerg\u00eancia da Web 2.0, ou Read\/Write Web, \u00e9 algo que vai muito para al\u00e9m do mero dom\u00ednio tecnol\u00f3gico: ela \u00e9, mais do que uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, uma revolu\u00e7\u00e3o social e cultural, estendendo-se a todas as \u00e1reas da sociedade. Em poucos anos, a Web 2.0 mudou radicalmente a forma como as pessoas utilizam a Internet e interagem com os outros, com a informa\u00e7\u00e3o e com o conhecimento. De consumidores de conte\u00fados e informa\u00e7\u00e3o, estes novos cidad\u00e3os digitais passaram tamb\u00e9m a ser produtores de informa\u00e7\u00e3o, criando conte\u00fados que partilham e que passam a fazer parte do corpus de informa\u00e7\u00e3o e de conhecimento dispon\u00edveis na Web, tomando para si o controlo de muitos processos e espa\u00e7os tradicionalmente dominados por corpora\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es. Do&nbsp;<em>citizen journalism<\/em>&nbsp;ou jornalismo participat\u00f3rio aos sistemas de recomenda\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios consumidores, \u00e9 o embri\u00e3o de uma democracia digital solid\u00e1ria, empenhada e volunt\u00e1ria que parece tomar forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando vista na perspectiva do e-Learning, esta nova realidade provoca mudan\u00e7as muito significativas, podendo falar-se na emerg\u00eancia do e-Learning 2.0. Os utilizadores trazem para as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem uma s\u00e9rie de necessidades e expectativas, de formas de actuar e de se relacionar com a informa\u00e7\u00e3o e o conhecimento que exigem novos modos de facilitar e orientar a sua forma\u00e7\u00e3o. Por um lado, aspectos como a independ\u00eancia e a autonomia na aprendizagem, a sua personaliza\u00e7\u00e3o e o controlo desse processo por parte de quem aprende, desde sempre fundamentais no ensino a dist\u00e2ncia, ganham agora uma nova dimens\u00e3o e relev\u00e2ncia, quando a cultura participat\u00f3ria da Web actual exige pedagogias, elas tamb\u00e9m, participat\u00f3rias, em que os aprendentes sejam contribuintes activos para a sua experi\u00eancia de aprendizagem. Por outro lado, a viv\u00eancia em rede, assente na partilha, no di\u00e1logo e na colabora\u00e7\u00e3o, requer contextos em que a aprendizagem tenha uma forte dimens\u00e3o social e a interac\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o sejam incentivadas. Novas perspectivas pedag\u00f3gicas para a era digital, como o Conectivismo ou a Educa\u00e7\u00e3o Rizom\u00e1tica, juntam-se \u00e0s abordagens de raiz socioconstrutivista potenciadas pela utiliza\u00e7\u00e3o do software social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto algu\u00e9m que aprende ao longo da vida, o utilizador Web 2.0 transporta consigo um conjunto de contactos, recursos, ferramentas e artefactos (din\u00e2mico, mut\u00e1vel e evolutivo), uma esp\u00e9cie de portf\u00f3lio pessoal combinado com uma rede social de comunica\u00e7\u00e3o e interac\u00e7\u00e3o, que constitui, de certa forma, o seu Ambiente Pessoal de Aprendizagem (<em>Personal Learning Environment<\/em>&nbsp;\u2013 PLE). As caracter\u00edsticas deste contexto sociocultural, tecnol\u00f3gico e educativo e a experi\u00eancia que resulta de viver e aprender nele conduzem a uma certa desestabiliza\u00e7\u00e3o e problematiza\u00e7\u00e3o de no\u00e7\u00f5es como as de autoria, validade e certifica\u00e7\u00e3o do conhecimento, aprendizagem formal e informal, rela\u00e7\u00e3o entre quem aprende e quem ensina ou natureza e finalidade do conhecimento, bem como do papel da Universidade e do Professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-Chave<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?post=31741\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e-Learning 2.0<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/virtualcanuck.ca\/2007\/04\/30\/on-groups-networks-and-collectives\/\">Colectivos<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?presentation=198\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PLE<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ijede.ca\/index.php\/jde\/article\/view\/154\">Colabora\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ijede.ca\/index.php\/jde\/article\/view\/154\">Aprendizagem Colaborativa<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Computer_network\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Redes<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oreillynet.com\/pub\/a\/oreilly\/tim\/news\/2005\/09\/30\/what-is-web-20.html\">Web 2.0<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.authorama.com\/we-the-media-3.html\">Read\/Write Web<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/2857237\/Connectivism_a_learning_theory_for_the_digital_age\">Conectivismo\u00a0\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?presentation=198\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Personal Learning Environment<\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.elearninglearning.com\/\">e-Learning<\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.downes.ca\/cgi-bin\/page.cgi?post=33034\">Conhecimento Conectivo<\/a>\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tonybates.ca\/2009\/12\/18\/the-state-of-e-learning-2009\/\">\u00a0Intelig\u00eancia Colectiva<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A emerg\u00eancia da Web 2.0, ou Read\/Write Web, \u00e9 algo que vai muito para al\u00e9m do mero dom\u00ednio tecnol\u00f3gico: ela \u00e9, mais do que uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, uma revolu\u00e7\u00e3o social e cultural, estendendo-se a todas as \u00e1reas da sociedade. 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