{"id":17,"date":"2006-01-22T13:50:08","date_gmt":"2006-01-22T13:50:08","guid":{"rendered":"http:\/\/mpel2006.wordpress.com\/2006\/01\/22\/actividade-1-fase-2\/"},"modified":"2006-01-22T13:50:08","modified_gmt":"2006-01-22T13:50:08","slug":"actividade-1-fase-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/2006\/01\/22\/actividade-1-fase-2\/","title":{"rendered":"Actividade 1 &#8211; Fase 2"},"content":{"rendered":"<p><em>1) Tendo em conta que o objectivo desta disciplina \u00e9 adquirirem compet\u00eancias para a elabora\u00e7\u00e3o de programas de ensino a dist\u00e2ncia, e que no final o ir\u00e3o fazer, quais s\u00e3o os aspectos que n\u00e3o podem ignorar?<\/em><br \/>\n\u00a0<br \/>\nOs que me parecem mais importantes s\u00e3o os que se encontram contemplados na defini\u00e7\u00e3o de Keegan, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do \u00faltimo \u2013 aus\u00eancia do grupo de aprendizagem \u2013 que n\u00e3o \u00e9 j\u00e1 uma inevitabilidade, dadas as possibilidades oferecidas pela tecnologia actualmente.<!--more--><\/p>\n<p><strong>1) Separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre quem ensina e quem aprende<\/strong><br \/>\nImplica um grande cuidado e uma estrat\u00e9gia bem desenhada no que se refere \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sua distribui\u00e7\u00e3o. O grau de ambiguidade e mal-entendidos na comunica\u00e7\u00e3o escrita \u00e9 muito superior ao da comunica\u00e7\u00e3o em contexto presencial, n\u00e3o s\u00f3 devido \u00e0 aus\u00eancia de todo um conjunto de sinais e c\u00f3digos que ajudam a interpretar as mensagens e a fixar o sentido, mas tamb\u00e9m porque as eventuais d\u00favidas ou incompreens\u00f5es podem ser expostas\/dissipadas, em contexto presencial, no pr\u00f3prio momento em que a comunica\u00e7\u00e3o se realiza.<\/p>\n<p>Uma maior necessidade de desenhar, antes do in\u00edcio do curso, todo o processo a desenvolver \u2013 materiais, actividades, momentos de avalia\u00e7\u00e3o, etc. \u2013 de modo a que o estudante tenha sempre uma ideia clara do que se espera dele.<br \/>\nUma aten\u00e7\u00e3o especial aos canais, suportes e formas de comunica\u00e7\u00e3o, porque se algo falhar desse ponto de vista, geram-se situa\u00e7\u00f5es de grande desorienta\u00e7\u00e3o e ansiedade (e n\u00e3o necessariamente apenas por parte do estudante).<\/p>\n<p><strong>2) Media\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica<\/strong><br \/>\nPrimeiro, deve ter-se uma perspectiva adequada do papel da tecnologia em todo o processo: em vez de se pensar o que \u00e9 que a tecnologia permite fazer, para se desenhar, a partir da\u00ed, materiais, actividades e situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem, deve pensar-se, antes, o que queremos fazer (que tipo de situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem queremos desenvolver e que tipo de aprendizagens queremos promover), e procurar, depois, as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que sirvam os nossos prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>Assegurar que as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas s\u00e3o fi\u00e1veis e funcionais, e ter processos redundantes ou alternativos que permitam superar ou minorar eventuais falhas. O corte ou as dificuldades extremas na comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o o ponto mais sens\u00edvel na aprendizagem a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A tecnologia funciona, claramente, a n\u00edveis diferentes: como canal de comunica\u00e7\u00e3o, como suporte de materiais e como o contexto onde se desenvolve o pr\u00f3prio processo de aprendizagem, pelo menos. Desses n\u00edveis diferentes resultam problemas e necessidades tamb\u00e9m diferentes.<\/p>\n<p><strong>3) Influ\u00eancia de uma organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nAssegurar que o trabalho que se quer desenvolver encontra suporte suficiente dentro da organiza\u00e7\u00e3o, desde os aspectos cient\u00edficos, passando pelos aspectos tecnol\u00f3gicos, aos aspectos\u00a0 administrativos e processuais,\u00a0 e que existem os meios e o know-how para que se possa concretizar esse trabalho. \u00c9 verdade que o desenvolvimento tecnol\u00f3gico veio \u201caliviar\u201d um pouco o peso da organiza\u00e7\u00e3o, mas ainda \u00e9 extremamente dif\u00edcil desenvolver um trabalho de qualidade sem um n\u00edvel m\u00ednimo de suporte.<\/p>\n<p><strong>4) Comunica\u00e7\u00e3o bidireccional (e multidireccional, se ensino online\/e-learning)<br \/>\n<\/strong>Os aspectos mais relevantes s\u00e3o uma conjuga\u00e7\u00e3o de elementos referidos em 1) e 2), sendo de salientar a import\u00e2ncia de boas estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o do trabalho dos estudantes. Acrescente-se, no caso do ensino online, a import\u00e2ncia de facilitar e organizar a comunica\u00e7\u00e3o informal entre os estudantes, por forma a construir uma dimens\u00e3o social de grupo e, assim, estabelecer as bases de uma comunidade de aprendizagem.<\/p>\n<p><em>2) Como criar um programa\/curso de ensino a dist\u00e2ncia que se possa dizer que \u00e9 flex\u00edvel e aberto? Qual a vantagem desse tipo de programa\/curso? E desvantagem? Ser\u00e1 que a disciplina de MED se define como flex\u00edvel e aberta? E o PEL?<\/em><\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es de \u201cabertura\u201d e de \u201cflexibilidade\u201d confundem-se a v\u00e1rios n\u00edveis. Gaspar (2001), por exemplo, considera a segunda uma vari\u00e1vel da primeira. De qualquer modo, o que parece claro \u00e9 que se tratam de caracter\u00edsticas que n\u00e3o se exprimem em termos absolutos mas sim relativos, constituindo um continuum entre um grau m\u00ednimo e um grau m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>Aquilo que marca claramente a distin\u00e7\u00e3o entre cursos mais ou menos abertos\/flex\u00edveis, em meu entender, \u00e9 a quest\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o (embora haja, naturalmente, excep\u00e7\u00f5es). Por raz\u00f5es sociais e profissionais, os cursos que conferem certifica\u00e7\u00f5es reconhecidas no mercado laboral ou nas carreiras profissionais t\u00eam, necessariamente, um grau de abertura e flexibilidade muito menores do que outros que se situam na \u00e1rea do desenvolvimento social (alargamento cultural, explora\u00e7\u00e3o de interesses complementares, etc.).<\/p>\n<p>Nos primeiros, os objectivos, as metodologias, as estrat\u00e9gias, os momentos e instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o, bem como os requisitos de acesso, para referir apenas alguns aspectos, est\u00e3o predefinidos e s\u00e3o obrigat\u00f3rios na esmagadora maioria dos casos. Nos segundos, muitos destes aspectos podem ser definidos de acordo com os interesses individuais, ser adaptados e alterados ao longo do processo, ou at\u00e9 estar ausentes (a avalia\u00e7\u00e3o sumativa, a classifica\u00e7\u00e3o ou os requisitos de entrada, por exemplo).\u00a0<\/p>\n<p>Considerando o nosso PEL\/MPEL, e tendo em conta o que refiro acima, parece-me \u00f3bvio que o grau de abertura\/flexibilidade \u00e9 relativamente baixo.<br \/>\nDito isto, podem sempre encontrar-se algumas \u00e1reas de flexibilidade e abertura nos cursos que conduzem a uma certifica\u00e7\u00e3o, e que acho estarem presentes neste nosso curso. Algumas derivam da pr\u00f3pria natureza do ensino a dist\u00e2ncia \u2013 a flexibilidade na gest\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o, por exemplo \u2013 outras derivam da abordagem adoptada \u2013 a possibilidade de alguma negocia\u00e7\u00e3o do contrato de aprendizagem, ou a liberdade de escolha relativa \u00e0 forma como se realizam algumas actividades ou aos produtos que se elaboram.<\/p>\n<p>Outro aspecto que acaba por introduzir bastante abertura e flexibilidade, nomeadamente no que se refere \u00e0s aprendizagens realizadas, tem a ver com a abordagem claramente colaborativa e de muita interac\u00e7\u00e3o por que se optou (pelo menos nas disciplinas at\u00e9 ao momento). O facto de partilharmos as nossas reflex\u00f5es, confrontarmos os nossos pontos de vista e contribuirmos com as nossas experi\u00eancias e compet\u00eancias diversificadas leva a que realizemos muitas aprendizagens n\u00e3o previstas e desenvolvamos algumas compet\u00eancias de forma \u201ccolateral\u201d<\/p>\n<p>[] Jos\u00e9 Mota<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1) Tendo em conta que o objectivo desta disciplina \u00e9 adquirirem compet\u00eancias para a elabora\u00e7\u00e3o de programas de ensino a dist\u00e2ncia, e que no final o ir\u00e3o fazer, quais s\u00e3o os aspectos que n\u00e3o podem ignorar? \u00a0 Os que me&hellip; <a href=\"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/2006\/01\/22\/actividade-1-fase-2\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-17","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-modelos-de-ensino-a-distancia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/josemota.pt\/mpel2006\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}